A música Cuitelinho retrata, explicitamente, aspectos da variação linguística do português. Observe a letra abaixo:
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=E3Uaqd4CCR8
Cheguei na beira do porto
Onde as onda se espaia
As garça dá meia volta
E senta na beira da praia
E o cuitelinho não gosta
Que o botão de rosa caia,ai,ai
Ai quando eu vim da minha terra
Despedi da parentália
Eu entrei no Mato Grosso
Dei em terras paraguaias
Lá tinha revolução
Enfrentei fortes batáia,ai, ai
A tua saudade corta
Como aço de naváia
O coração fica aflito
Bate uma, a outra faia
E os óio se enche d´água
Que até a vista se atrapáia, ai...
Esse blog foi criado como trabalho final da disciplina Fundamentos e Metodologias de Ensino da Língua Portuguesa, da graduação de Pedagogia (FaE/UFMG). O objetivo principal desse blog é abordar as variações linguísticas, a noção de "erro", os preconceitos linguísticos e a relação entre a língua falada e a língua escrita. Auta, Fernanda Cristina e Irene (Pedagogia/5º Período)
segunda-feira, 20 de junho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
Texto : Linguagem e Comunicação - Filme O Terminal
O filme "O Terminal", que tem como protagonista Tom Hanks (atuando como Vicktor), trata sobre um estrangeiro que desembarca nos Estados Unidos quando seu país de origem, "Krakozhia", sofre um golpe de estado e seu passaporte fica inválido. Sua primeira tentativa de comunicação foi com o diretor do aeroporto Sr. Frank Dixon. Vicktor, por não dominar o código linguístico do lugar, limitava-se a pronunciar frases prontas, decoradas e anotadas em um guia de viagens, não havendo, assim, êxito no diálogo.
Posteriormente, foram dados a Vicktor objetos voltados para a comunicação como um bip, vales refeição e um cartão telefônico, porém não foram utilizados de imediato porque este não sabia do que se tratava. Enquanto não se encontrava a solução para o problema de Vickor, ele permaneceu morando no aeroporto por meses, sempre na tentativa de aceitarem a sua entrada no EUA.
Percebeu o quanto estava isolado do mundo ao ouvir o hino da Krakozhia e ver o seu país em destruição total e queria saber o que estava acontecendo, mas a legenda apontada no jornal não permitia que entendesse do que se tratava, porque estava escrito numa língua que não dominava.
Incomodado com a situação, compra dois livros iguais em línguas diferentes e começa a se familiarizar com o código linguístico local. O aeroporto por sua vez é muito bem sinalizado, mas mesmo assim Vicktor se atrapalha com algumas placas, entra no banheiro feminino ao invés do masculino. Numa das tentativas frustradas de adentrar nos EUA, mas desta vez induzido, ele ouve o som e visualiza uma câmera de filmagem se movimentar cada vez que ele também se movimentava, o que o faz desistir de sair do aeroporto.
A linguagem mais comum no filme é a não verbal. Com a presença de gestos, cores, desenhos, mímicas, sinais luminosos e sonoros, assim como os formulários (cada um de uma cor conforme a solicitação desejada), selos de autorização, faixas no chão para a orientação da fila.
O maior momento do filme aconteceu quando Vicktor foi ser intérprete de um passageiro retido no aeroporto por portar remédios sem nota fiscal, alegando que seria para o bode, quando na verdade se tratava de remédios para o pai que não estava bem. Ao intermediar o conflito, pois só ele dominava o código, saiu-se muito bem, obtendo sucesso na tradução e na administração do problema.
Observa-se que o filme "O Terminal" é ríquissimo em detalhes e situações de comunicação, pois em todos os momentos, aborda-se a linguagem de uma forma diferente e criativa. Por fim, Vicktor Narvorski sai do aeroporto, adentra nos Estados Unidos, encaminha-se ao restaurante onde vê um cartaz do músico de jazz e ouve uma bela melodia. Feliz, finalmente, realiza o sonho de seu pai.
Análise retirada do blog: psicoemfoco.blogspot.com/2010/03/texto-linguagem-e-comunicacao-filme-o.html
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